terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para a (des)conhecida



Das noites de café, das noites de filmes clichês na TV, das noites olhando pela janela; as que tomam conta dos meus pensamentos, são aquelas que eu ficava olhando para o apartamento dela. Dela, a qual nem sei o nome, que por horas deitado eu imagino de que belo nome chamar.
Acordo no meio da noite, e sem saber por que vou até a sacada, lá, bem na minha frente está o apartamento dela. Eu a observo. Ela às vezes está no sofá lendo, raramente olha televisão; mas na maioria das vezes ela está no quarto.
Me sinto um fracassado, com medo, intimidado quando os olhos dela cruzam com os meus. Queria um dia poder contar o quão delicado e atraente é o modo como ela toma o seu chá, contar que meu coração se acalma quando eu a vejo adormecer após ter lido seu livro.
Meus dias são escuros e minhas noites em claro.
Eu não durmo para não ter pesadelos. Ou seria pra não sonhar?
Sonho com teus beijos e com o toque da tuas belas mãos brancas e suaves.
Tenho pesadelos com os teus longos cabelos, que por muitas vezes me sufocam.
Oh minha deusa, será que algum dia irás perceber teu súdito? Imperceptível à teus olhos negros.
Mas vai chegar o tempo em que eu irei te salvar, te levar embora e dizer que tu és minha, pois há muito tempo já sou teu.

(Por Aneshka)

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