quinta-feira, 27 de maio de 2010

Thy



Na noite em que o céu estava em chamas
Surgem promessas e ilusões de corações cinzentos
Espinhos e jogos para disfarçar
O que não se pode mais calar
O sufocante desejo
Embora queiramos o desapego

Lábios trêmulos
Dedos dormentes
Almas carentes

Rosas vermelhas não são merecidas
As cicatrizes do passado se encontraram

(Por Aneshka)

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?




Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.

Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.

Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.

(Reiner Maria Rilke)

Balloon Girl



Somewhere
So far away
She heard
A little voice say
There’s no reason
To laugh or to sing
There’s no reason
For anything

You have everything
You could ever want
You have everything that you need
They adore you
They will follow you
They will happily bow at your feet
You will bathe in the light
That they cast in the night
For you are the Carnivale

Inside her kaleidoscope heart
She feels so broken apart
When will she know
When she’s ready to fly
Invisible mother
With tears in her eyes

She is drifting away
Too high, cold and afraid
She doesn’t know if she can go home
Just follow the stars
Wherever you roam