Weeping with you. Arms around them
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
My hope... the destroyer
Weeping with you. Arms around them
sábado, 11 de dezembro de 2010
My shame
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Se você me odeia...

Vai ver é porque sou mal educada
Vai ver é porque quando eu bebo eu sou uma e quando acordo sou outra
Vai ver é porque eu manipulo, minto e crio situações dramáticas
Vai ver é porque eu sou chata pra caralho!
Vai ver é porque eu entupo as pessoas de poemas, músicas e abraços inesperados
Vai ver é porque eu brigo com quem eu gosto
Vai ver é porque eu amo quem não me ama.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Um sonho lúcido
E sabe o que é pior?
Que amanhã eu ainda vou estar aqui
De todas as vezes em que me matei, nenhuma você me salvou
E tudo se repete
E eu ainda te amarei
(mesmo que em sonhos)
Eu te sinto
Tanto quanto te minto
Porque contigo eu me permito
Estar plenamente em absinto
No mais tudo consiste
Em meros palpites
Mesmo que eu acredite
Que você, só pra mim existe.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Deep Blue
Eu não espero, nem quero que gostes de mim à maneira que gosto de ti.
Pois gosto tanto de ti, que não espero, nem quero que sintas essa angústia, esse "não saber o quê fazer".
Nunca vi o amor como uma coisa boa, e de fato ele não é.
Eu não tenho amor pra te dar.
A tua "não presença" me incomoda, no entanto, não sinto a tua falta. Talvez eu não sinta falta de nada. Poderia alguém sentir falta de algo que nunca teve?
Mas eu espero e eu quero, que tu me enxergues, que vejas algo além dos cinco sentidos. Quanto mais eu tento mostrar, mais misteriosa eu fico. Não sei me expressar; sou ambígua e talvez isso faça parte de todo encantamento.
Sou um lago azul, profundo e gelado. Se tu, por ventura caíres nesse lago, só sairás morto ou muito debilitado; então aproveite cada segundo em quem minha água entra no teu corpo... te consumindo e carregando para as profundezas do sono eterno.
domingo, 31 de outubro de 2010
A Genialidade da Multidão

Há bastante deslealdade, ódio,
violência,
Absurdo no ser humano comum
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E O Melhor No Assassinato São Aqueles
Que Pregam Contra Ele.
E O Melhor No Ódio São Aqueles
Que Pregam AMOR
E O MELHOR NA GUERRA
–FINALMENTE–SÃO AQUELES QUE
PREGAM
PAZ
Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles Que Pregam PAZ
Não têm paz.
AQUELES QUE PREGAM AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidados com os Sabedores.
Cuidado
Com Aqueles Que
Estão SEMPRE
LENDO
LIVROS
Cuidado Com Aqueles Que Detestam
Pobreza Ou Que São Orgulhosos Dela
CUIDADO Com Aqueles Que Elogiam Fácil
Porque Eles Precisam De ELOGIOS De Volta
CUIDADO Com Aqueles Que Censuram Fácil
Eles Têm Medo Daquilo Que Não Conhecem
Cuidado Com Aqueles Que Procuram Constantes Multidões; Eles Não São Nada Sozinhos
Cuidado
Com O Homem Comum
Com A Mulher Comum
CUIDADO Com O Amor Deles
O Amor Deles É Comum, Procura O Comum
Mas Há Genialidade Em Seu Ódio
Há Bastante Genialidade Em Seu
Ódio Para Matar Você, Para Matar
Qualquer Um.
Sem Esperar Solidão
Sem Entender Solidão
Eles Tentarão Destruir
Qualquer Coisa
Que Seja Diferente
Deles Mesmos
Incapazes
De Criar Arte
Eles Não Irão
Compreender Arte
Eles Vão Considerar Sua Falha
Como Criadores
Apenas Como Uma Falha
Do Mundo
Incapazes De Amar Completamente
Eles Vão ACREDITAR Que Seu Amor É
Incompleto
E ELES VÃO ODIAR
VOCÊ
E Seu Ódio Será Perfeito
Como Um Diamante Brilhante
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta
Sua Mais Fina
ARTE
(Charles Bukowski)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Continuação do conto "Amanda"

Cap. 2 O Copo D'água
Amanheceu o domingo para Amanda. O sol inundava de luz o porão velho e sujo, seus olhos estavam inchados e turvos, o pesadelo ainda não acabara.
O ranger da escada fez o coração dela disparar e os olhos procurar de onde vinha o ruído. M. trazia consigo um copo com água, apenas água.
Os olhos dela buscavam os olhos dele, mas por nenhum instante ele a fitou.
Ele diz: não grite.
Ele tira a mordaça, desacorrenta um pulso e entrega o copo d'água para Amanda, ela leva o copo até os lábios mas num impulso atira a água no rosto de M.
Silêncio.
Ele amordaça-a novamente enquanto a desobediente Amanda se debate com todas suas forças, em vão.
Amanda chorou pela primeira vez.
Suas coxas estavam retraídas e as lágrimas brotavam de seus olhos. M. arrancou sua calcinha e pôs uma bacia embaixo das nádegas de Amanda. Ele sentou e a observou... prostrada à fazer suas necessidades fisiológicas... ao som de um choro de constrangimento e humilhação.


