quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

My hope... the destroyer





Weeping with you. Arms around them
Flowing with you. Without your men
Keeping with you. Feeling their shiver
Drowning with you. Deep in this river

Tired and lonely. Sitting and staring
Weak and filthy. No longer caring
Wasting to nothing. The rubble of you
Hoping for something. Poison where love grew

People. Feel her mind
She is broken
People. Fill your eyes
Her body is broken

Leave me be, with my memories
I can still see all the lovers of me
I still know those feelings

You're still mine, my lover
I watch over you
Goodbye my lover
No sorrow. Please, no tears

sábado, 11 de dezembro de 2010

My shame




Ever grey
Every day
When it rains
I feel the shame
It's just the same
You can't feel my pain

(Por Aneshka)

(desenho P.I.)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Se você me odeia...




Vai ver é porque sou mal educada
Vai ver é porque quando eu bebo eu sou uma e quando acordo sou outra
Vai ver é porque eu manipulo, minto e crio situações dramáticas
Vai ver é porque eu sou chata pra caralho!
Vai ver é porque eu entupo as pessoas de poemas, músicas e abraços inesperados
Vai ver é porque eu brigo com quem eu gosto
Vai ver é porque eu amo quem não me ama.

(Por Aneshka)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um sonho lúcido



E sabe o que é pior?
Que amanhã eu ainda vou estar aqui
De todas as vezes em que me matei, nenhuma você me salvou

E tudo se repete
E eu ainda te amarei
(mesmo que em sonhos)

Eu te sinto
Tanto quanto te minto
Porque contigo eu me permito
Estar plenamente em absinto

No mais tudo consiste
Em meros palpites
Mesmo que eu acredite
Que você, só pra mim existe.

(Por Aneshka)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Deep Blue




Eu não espero, nem quero que gostes de mim à maneira que gosto de ti.
Pois gosto tanto de ti, que não espero, nem quero que sintas essa angústia, esse "não saber o quê fazer".
Nunca vi o amor como uma coisa boa, e de fato ele não é.
Eu não tenho amor pra te dar.
A tua "não presença" me incomoda, no entanto, não sinto a tua falta. Talvez eu não sinta falta de nada. Poderia alguém sentir falta de algo que nunca teve?
Mas eu espero e eu quero, que tu me enxergues, que vejas algo além dos cinco sentidos. Quanto mais eu tento mostrar, mais misteriosa eu fico. Não sei me expressar; sou ambígua e talvez isso faça parte de todo encantamento.
Sou um lago azul, profundo e gelado. Se tu, por ventura caíres nesse lago, só sairás morto ou muito debilitado; então aproveite cada segundo em quem minha água entra no teu corpo... te consumindo e carregando para as profundezas do sono eterno.

(Por Aneshka)

domingo, 31 de outubro de 2010

A Genialidade da Multidão





Há bastante deslealdade, ódio,
violência,
Absurdo no ser humano comum
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E O Melhor No Assassinato São Aqueles
Que Pregam Contra Ele.
E O Melhor No Ódio São Aqueles
Que Pregam AMOR
E O MELHOR NA GUERRA
–FINALMENTE–SÃO AQUELES QUE
PREGAM
PAZ

Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles Que Pregam PAZ
Não têm paz.
AQUELES QUE PREGAM AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidados com os Sabedores.

Cuidado
Com Aqueles Que
Estão SEMPRE
LENDO
LIVROS

Cuidado Com Aqueles Que Detestam
Pobreza Ou Que São Orgulhosos Dela

CUIDADO Com Aqueles Que Elogiam Fácil
Porque Eles Precisam De ELOGIOS De Volta

CUIDADO Com Aqueles Que Censuram Fácil
Eles Têm Medo Daquilo Que Não Conhecem

Cuidado Com Aqueles Que Procuram Constantes Multidões; Eles Não São Nada Sozinhos

Cuidado
Com O Homem Comum
Com A Mulher Comum
CUIDADO Com O Amor Deles

O Amor Deles É Comum, Procura O Comum
Mas Há Genialidade Em Seu Ódio
Há Bastante Genialidade Em Seu
Ódio Para Matar Você, Para Matar
Qualquer Um.

Sem Esperar Solidão
Sem Entender Solidão
Eles Tentarão Destruir
Qualquer Coisa
Que Seja Diferente
Deles Mesmos

Incapazes
De Criar Arte
Eles Não Irão
Compreender Arte

Eles Vão Considerar Sua Falha
Como Criadores
Apenas Como Uma Falha
Do Mundo

Incapazes De Amar Completamente
Eles Vão ACREDITAR Que Seu Amor É
Incompleto
E ELES VÃO ODIAR
VOCÊ

E Seu Ódio Será Perfeito
Como Um Diamante Brilhante
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta

Sua Mais Fina
ARTE

(Charles Bukowski)


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Continuação do conto "Amanda"




Cap. 2 O Copo D'água

Amanheceu o domingo para Amanda. O sol inundava de luz o porão velho e sujo, seus olhos estavam inchados e turvos, o pesadelo ainda não acabara.
O ranger da escada fez o coração dela disparar e os olhos procurar de onde vinha o ruído. M. trazia consigo um copo com água, apenas água.
Os olhos dela buscavam os olhos dele, mas por nenhum instante ele a fitou.
Ele diz: não grite.
Ele tira a mordaça, desacorrenta um pulso e entrega o copo d'água para Amanda, ela leva o copo até os lábios mas num impulso atira a água no rosto de M.
Silêncio.
Ele amordaça-a novamente enquanto a desobediente Amanda se debate com todas suas forças, em vão.
Amanda chorou pela primeira vez.
Suas coxas estavam retraídas e as lágrimas brotavam de seus olhos. M. arrancou sua calcinha e pôs uma bacia embaixo das nádegas de Amanda. Ele sentou e a observou... prostrada à fazer suas necessidades fisiológicas... ao som de um choro de constrangimento e humilhação.