sábado, 22 de agosto de 2009
Por uma vida inteira...
E de onde vem o olhar?
De tanta paz...
Que diz o que não sabe dizer...
Que expressa o que não consegue entender...
Por entre acordes e tristezas
Segredos revelados
A pele alva de uma dama
Sonhos febris têm te provocado
Violões e cintas-ligas
Beijos cálidos nas despedidas.
*Por Aneshka*
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cada vez mais perto...

Interrompendo as Buscas
ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.
Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca.
Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.
Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.
(Martha Medeiros)
E a tua busca, quando chegará ao fim?
Apreciarias o silêncio ao meu lado?
E a minha confiança de cristal em tuas mãos com sangue mancharia?
É o fim da inocência. É a magia... de quando tudo começou e de quando se quebrou.
E talvez seja todo essa caos, que faz tudo ser tão dolorosamente belo.
(por Aneshka)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
mão estendida e um abraço quente...perdido em meio aos vãos...

Beije a imagem no ataúde de um estranho
O que foi feito do esplendor?
Doze batidas caíram
E o respirar ouvido levemente
Tão debatida minha beleza
Uma alma arruinada lamentando
Onde os anjos concedem suas asas
Para curvar, para reverenciar o âmago de um amigo
Beije-me delicadamente, Deus feroz
Meus lábios estão silenciosos para pronunciar mil palavras vãs
E quão doce trabalho
Tudo está escuro, tudo está enegrecido
Tudo menos uma face ascendida
...e me perdi...
num delírio de loucura não pensada...uma confusão indolente...
numa agonia egoísta...sem valor...
eu te tenho como valor...de pessoa, favores...e amor!
como suas rosas vivas ou mortas...pois você sempre estará viva em mim...assim como sempre esteve...
nos dias confusos...nas madrugadas eternas...nos sonos profundos...na distância lamentável...
te tenho mais perto do que possas imaginar...e não é por terra que as digo...e sim de coração...
não me atormento se sentes o mesmo...pois sei que um dia isso ja lhe habitou...mas não é isso que me importa...
o que me preocupa é saber se estás em paz...
isso me atormenta os dias...
assim como sua companhia...me colore os dias, por mais escuros que sejam...e ao teu lado...sinto raios de esperança...assim como o princípio de tudo...
te abraço grande em mim...pois és o ser pequenino em existência...mas infinito...em beleza de alma...
anos felizes sempre à ti!
J.
domingo, 19 de julho de 2009
"Meus pecados ainda não perdoei"
Começa nossa balburdia
Indo e vindo em nosso elo
Bem me quis por quanto tempo?
Enfim defino seu castelo
Linda sua flecha de mel
Lustra a desconfiança esculpida
E o meu coração suicida
Mais parece tua ferida
Enquanto a paixão intensa
Une nossas mãos
Esvazia um amargo temor
No andar do teu chão
Cito um silêncio gritante
Ao teu doce sorriso
Nunca criarei o teu pranto
Tendo minha honra fidelizando
O olhar sincero do teu ENCANTO...
R.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Harvest
Please don't say
What you mean
Time is short
For you and me
In my room
I can see your tears
I'm not inside
But I feel your fear
It's harvest time
Once again
Dust off the moon
And let's begin
Please don't say
I don't care
No one said
Life would be fair
Standing here
You seem so far away
I am longing
For just one more day
It's harvest time
Once again
I'm here for you
Just let me in
On this day
I can see
So much more
For you and me
*Hungry Lucy* Always...
"Estou aqui por você... apenas me deixe entrar"
Silence

Silêncio
"Esteja alerta para a regra dos 3
O que você dá retornará para você
Essa lição você tem que aprender
Você só ganha o que você merece"
Tentados em nossas mentes
Atormentada por dentro, mentira
Ferida e com medo
Dentro da minha cabeça
Passando por mudanças
Você soube quando perdeu?
Você soube quando quis?
Você sabia o que eu havia perdido?
Você sabia o que eu queria?
Vazios em nossos corações
Gritando em silêncio
Vagando fora do alcance
Longe demais para falar
Sem condições, levada pela correnteza
Você soube quando perdeu?
Você soube quando quis?
Você sabia o que eu havia perdido?
Você sabia o que eu queria?
*Portishead*
segunda-feira, 6 de julho de 2009
?

Hoje eu quis brincar de ter ciúme de você
Mas sem porque meu coração me avisou que não
Fingi na hora rir
Talvez por aqui estar tão longe de você pra te dizer
Aquilo que eu temia aconteceu ou foi só ilusão
Você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração
Ou anda sozinha, me esperando pra dizer coisas de amor
Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar meu amor
Quantas horas mais vão me bater até você chegar?
Aqui meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construí
E eu fico sozinho, esperando pra trazer você para mim
Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer
Que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
E eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer
Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar meu amor
*Los Hermanos*
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