terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O som do silêncio

...E eu te fiz uma canção. A canção mais bonita, que agora, nem mesmo o silêncio irá ouvir.
Tu não mereces que tal som, de imaculado amor, chegue à teus ouvidos impuros, que se acostumaram à ouvir falsas promessas de amor. Tua boca agora exala o pútrido cheiro das mentiras, mentiras que um dia foram as minhas verdades.

...E eu de nada mais sei.

...E viva a banalização do amor.

(por Aneshka)

sábado, 15 de novembro de 2008

(d)existência...


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Eu


Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Quando acontece um grande amor
assim como você e eu
o tempo passa por nós dois
não lembro o que aconteceu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Mas nem por isso vou ficar
a questionar os erros meus
Você precisa procurar
Achar o que você perdeu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

*Pato Fu*

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Christoph


No medo,
No escuro,
Na solidão.

Caí muitas vezes,
Levantei sozinha,
Mas foi a sua voz
que me ensinou à
seguir em frente.

Nos piores momentos
fui carregada nos seus braços.
Não podia enxergar nada,
mas a sua voz
persistia e me ajudara.

No dia seguinte a mesma
voz me chama.
E pouco depois ao
pôr do sol, seus olhos
posso ver mais
uma vez.

A cada gesto,
A cada palavra,
Aquele sorriso
Aquela alma.

O toque profundo
de seus olhos
chegam nos meus
pensamentos e no
mais íntimo de
minha alma.

Através da noite
eles trocam segredos,

falam de desejos, medos
e saudade.

Suspiros, sussurros e
olhares... isso foi o que
aconteceu.

Espero que ele não
se esqueça.

02.07.01
(por Aneshka)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

White...


Meus sentimentos num pedaço de papel... esquecido num canto... que nunca serão lidos.
Notas de uma música que nunca será ouvida... nem entendida.
A cada momento que passa, existe uma chance de mudar o que está à sua volta.
Mas eu já estou entre "eles". Esquecida... imperceptível.

28.09.08
(por Aneshka)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mensageiro do vento


Realmente a madrugada pode ser assustadora... por diversos motivos, dos mais variados possíveis. No devido caso é minha mente que me aterroriza.
Sinto que alguém me observa.
Isso é fato.
Mas por quê?
Sentada na sala, em meu sofá, somente com a luz do banheiro acesa; olho em direção ao "Wa Clo", e lá está... uma caricatura bizarra estampada no box. Tem uma cara comprida e velha, olhos pequenos e odiosos. Me observa, me encara.
Mas não é esse que me intriga. À minha direita está a sacada, que me permite ter uma ampla visão das sacadas do prédio vizinho. É algo muito próximo, não mais que 5m.
Então uma luz de um dos apartamentos se acende. Largo meu copo e observo. Lembro que ali mora um homem, pois já o vi estendendo roupas... (na madrugada se não me engano). Então a luz se apaga, e aí me sinto exposta, pois sei que ele pode me ver mas eu não o posso.
Tudo bem... retorno à leitura do livro, então um barulho me faz voltar o olhar à janela; era um barulho da sacada do tal homem abrindo-se, e o tilintar de seu sininho o denunciava... e a sua luz, permanecia apagada.
Eu gosto do som que faz o objeto decorativo desse vizinho. Em várias noites de vento, chuva e solidão; foi ao seu som que meus pensamentos foram acompanhados. O lado sombrio disso é que às vezes ele balança sem o vento, ao menos é o que já vi.
Mas é possível acreditar e tudo o que se vê?
Não acredito nem em mim mesma, por que acreditar nessas bobagens?
Então dirijo os olhos ao banheiro novamente e lá está meu velho amigo, caricaturado no box, e me fita com desprezo, com esse olhar de um velho rabugento, achando que já viu de tudo.
E na minha frente, quem está? Minha silhueta funesta, refletida em uma tela de TV... pensativa, conturbada... doente.

*25.09.08*
(por Aneshka)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008