quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Viver a vida



Teresa foi casada com Marcos e são pais de Luciana; modelo e antiga inimiga de passarelas de Helena, que por sua vez acabou casando com Marcos, pai de Luciana. Luciana se apaixonou por Bruno, que se apaixonou por Helena, que é casada com Marcos, que no passado namorou Silvia, mãe de Bruno; ou seja, Marcos é pai de Bruno.
Mas Luciana tem um namorado, Jorge, irmão gêmeo de Miguel, que também é apaixonado por Luciana, mas Miguel é noivo de Renatinha, que já acabou ficando com Felipe, amigo de Bruno.
Se está complicado até agora, as histórias paralelas não perdem nada também. Marcos teve um caso com Dora, que está grávida dele, e já é mãe de Rafaela. Dora se relaciona com o argentino "Maradona" e diz que o filho que ela espera é dele.
Também tem o colega de Marcos, o Gustavo, que trai a esposa com a Malu, prima da mesma, que vai se casar com o Marcelão. A empregada da casa do Gustavo, que não é boba nem nada, sempre está de olho em tudo e se aproveita do patrão também. Betina, esposa de Gustavo, também já fez das suas, se encantando com o bonitão da academia de ginástica.
Ah, e a médica loiríssima e bonita, extremamente competente e centrada, acabou se envolvendo não se sabe por quê com a família de uma de suas pacientes com câncer, criando um laço de uma suposta bela amizade, enquanto troca olhares e gentilezas com o marido da muribunda.
Mas que mundo é esse?
Não sou moralista nem nada, mas para o horário nobre é muita traição e falta de escrúpulos e ainda chamam isso de viver a vida. Pra completar, ao final de cada capítulo aparece o depoimento de pessoas que superaram suas dificuldades e hoje são gratas por estarem vivas; a ideia não é ruim, mas o que percebo é que está totalmente fora do contexto de uma novela que insiste em mostrar relacionamentos corrompidos pelo machismo, falso moralismo, traições, mentiras e muito mais; justificando que tudo ocorre em nome do amor.
Mas que amor é esse? Manoel Carlos que me desculpe, mas não é assim que eu vivo a vida.

(Por Aneshka)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dose Over



Overdose,
minha dose final.
The final dose.
Eu encho meus pulmões do teu odor
Bebo todo teu suor
Injeto em mim o teu veneno
Tua poção letal de amor
Me afogo nos teus beijos
Me sufoco no teu abraço
É o fim
Delírios noturnos na tua abstinência
Eu quero mais
Eu preciso
I wanna die

Me prendam
Me batam
Me salvem...
de mim mesma.

Quando foi que te perdi?
Mas quando foi que te ganhei?

(Por Aneshka)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Zero *Smashing Pumpkins*




Meu reflexo, espelho sujo

Não se conecta comigo

Sou o seu amante, sou o seu zero

Sou a face nos seus sonhos de vidro

Portanto poupe suas preces

pra quando realmente precisarmos

Jogue fora sua cautela e vôe

Quer dar uma voltinha?



Ela foi feita pra mim

Ela é tudo que eu preciso

Porque ela foi feita pra mim

Estar vazio é solidão e estar só é estar puro

E a pureza é algo de Deus, e Deus é vazio igualzinho a mim

Intoxicado com a loucura, estou apaixonado pela minha tristeza

Dissimulados de merda, reinos encantados

As vítimas dos modismos alardeiam seus dentes de carvão

Nunca revelarei, que estava num navio submergindo

Nunca revelarei que estava deprimido

Você culpa si mesmo, pelo o que não consegues ignorar

Você culpa a si mesmo, por querer mais

Ela foi feita pra mim

Ela é tudo que eu preciso

Ela foi feita pra mim

Ela é minha única e eterna

domingo, 27 de dezembro de 2009

A mulher moderna




Arnaldo Jabor que me perdoe.

Trecho extraído de uma de suas crônicas.
"- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você! "
(Arnaldo Jabor)




Infelizmente esse tipo de coisa é verdade, e muito mais corriqueiro do que se imagina... só que isso reduz as mulheres à simples criaturas sugadoras e vingativas... se elas não têm o que querem pegam e ferram com a vida do parceiro.
As coisas não funcionam na base da exigência e de dar o troco; lógico que tem que haver uma troca (troco não é troca!), uma simbiose, que encaminhe o relacionamento para um equilíbrio.
Pra que tudo isso aconteça, é necessário tempo, paciência, dedicação...
E eu me pergunto: onde está o amor e o respeito nisso tudo?

Isso definitivamente não é ser uma mulher moderna.
(Aneshka)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

L'Amour Detruit


The honey of romance, so
sweet for us
Through swaying grass we
run in arms, just us
The honey of romance, our
treat to us
These arms I fold around you.
It's just us.

Your charms so rare
My flesh laid bare
In arms we dare

I will kiss her mouth and her
dark eyes
Lose myself freely in her dark
eyes
Fall right through her soul,
her mind, her skies

Our limbs entwined
Then comes our minds
It's hope we find

The red lips of her mouth
they call to me

Her mind is mine
Her flesh my kind
Warm, soft, smooth, mine!

I lack for naught
Her mind welcomes my
thoughts

Within our arms we sleep
deeply
I pull her close to me, near me,
into me

Entering the dark, so close,
entwined
We drift away to nothing
And no-one will find

*My Dying Bride*

É... o amor destrói.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para a (des)conhecida



Das noites de café, das noites de filmes clichês na TV, das noites olhando pela janela; as que tomam conta dos meus pensamentos, são aquelas que eu ficava olhando para o apartamento dela. Dela, a qual nem sei o nome, que por horas deitado eu imagino de que belo nome chamar.
Acordo no meio da noite, e sem saber por que vou até a sacada, lá, bem na minha frente está o apartamento dela. Eu a observo. Ela às vezes está no sofá lendo, raramente olha televisão; mas na maioria das vezes ela está no quarto.
Me sinto um fracassado, com medo, intimidado quando os olhos dela cruzam com os meus. Queria um dia poder contar o quão delicado e atraente é o modo como ela toma o seu chá, contar que meu coração se acalma quando eu a vejo adormecer após ter lido seu livro.
Meus dias são escuros e minhas noites em claro.
Eu não durmo para não ter pesadelos. Ou seria pra não sonhar?
Sonho com teus beijos e com o toque da tuas belas mãos brancas e suaves.
Tenho pesadelos com os teus longos cabelos, que por muitas vezes me sufocam.
Oh minha deusa, será que algum dia irás perceber teu súdito? Imperceptível à teus olhos negros.
Mas vai chegar o tempo em que eu irei te salvar, te levar embora e dizer que tu és minha, pois há muito tempo já sou teu.

(Por Aneshka)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Estranho

Sou doente por ti. Minha doença é tamanha, que chego a pensar que pode ser amor. A dor é intensa... constante. Não havia até então sentido algo semelhante. Você é meu veneno e meu antídoto Você é minhas noites de insônia e minhas tardes de sono Você é a paz e a fúria dos meus tormentos Como já te disse... um ser ambíguo... de dor e prazer. Perdida em sonhos Dilacerada na realidade Incompreendida em meu universo paralelo E eu pude ver em ti, tudo o que eu via em mim.
(Por Aneshka)