sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sweet Autumn



Faraway from your fragrance
Faraway from your lips
Faraway from your delicate storm
Faraway from my dream

Faraway from your sunshine
Faraway from your light hair
Faraway from your soft skin
Faraway

*Ashram*

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Submergindo

Eu sinto muito Está cada vez mais profundo Assim como a dor que me causas, Desejos afogados. O gosto do sal corroi tuas doces lembranças, Já não escuto mais o som grave da tua voz E tudo fica tão calmo tão escuro No mais profundo silêncio. Não há mais como lutar; em qual sentido fica a superfície? E assim acaba, Resignada Submergindo.
(Por Aneshka)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lover's Grief




Tristeza do amante



Ó lua gótica teu brilho me encantou esta noite
Tirou-me do sono, me fez perambular sob tua luz
Tu deixaste meu coração florescer até o ultimo de seus raios,
Brilhe!

Assassina do sono, e nuvens negras te escondem...
Eu sei que isto não pode ser eterno!
Nenhum amor nunca conquistou os limites do tempo!
Nenhuma beleza dura para sempre, nem mesmo a tua!
Mas como eu desejei que seu coração fosse para sempre meu...
Teus olhos me acariciam para encarar estas mentiras dolorosas...
A persistência da lua me fez perguntar...

Por que nós não podemos ser estrelas?
(Estrelas que brilham para sempre...)
Por que nós não podemos ser estrelas?
(Estrelas que se unem com a noite...)
Por que nós não podemos ser estrelas?

No horizonte as negras nuvens de tristeza reuníram seu poder,
Nem a lua, nem as estreslas revelam suas luzes esta noite...
E a chuva continua caindo, chovendo para dentro de minha alma,
Enquanto selvagens nuvens que choram me envolvem com sua tristeza.

*Empyrium*



Tu não enxergas que teu caminho é o espelho d'água, que reflete a minha alma na tua.
Horas à comtemplar tal beleza, observando detalhes, que nenhuma importância têm, pois o que há de mais belo em mim nunca será admirado.
Encontra à ti mesmo, e verá que mesmo de longe, contigo eu sempre estive.
(Por Aneshka)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sinto te dizer, amor...


Era uma vez, Candy e Dan. As coisas estavam quentes naquele ano. A seiva derretia nas árvores. Ele escalava sacadas. Ele escalava tudo, fazia qualquer coisa por ela. Ah, Danny querido. Milhares de pássaros minúsculos enfeitavam o cabelo dela. Tudo era dourado. Uma noite, a cama pegou fogo. Ele era lindo e ótimo criminoso. A gente vivia de luz e de chocolate. Era tarde de extravagante deleite. Danny, o destemido. Candy desapareceu. Os últimos raios de sol do dia passeiam feito tubarões. Eu queria tentar do seu jeito desta vez. Você entrou na minha vida rapidinho, e eu gostei. A gente se retorcia na lama de nossa alegria. Minhas coxas ficaram molhadas com liberdade. Então, houve um intervalo .. e toda a Terra tombou. É o que interessa, é o que a gente quer. Com você dentro de mim, reconheço minha morte. Talvez a gente nunca mais durma. O monstro da piscina. É da natureza do cão .. Com gatos, galinhas e feijão. Onde quer que eu olhasse .. Às vezes, eu te odeio. Sexta-feira. Eu não falei para valer. Mãe do azul, anjo da tempestade. Você apontou para o céu. Demanda. Oferta. Aquela se chama Sirius, ou Estrela do Cão. Ha ha! Maldito, Ha! Você é maldito Dan. Um vaso de flores ao lado da cama. Machuquei sua cabeça na cabeceira da cama. Mas o bebê morreu pela manhã. Nós demos um nome a ele. O nome dele era Thomas. Coitado desse pequeno deus. O coração dele bate feito um tambor de macumba.
Era uma vez, Candy e Dan. Foi apenas dois deles. Tudo era ouro. Ele era lindo e um ótimo criminoso. Nós viviamos sob a luz do sol e barras de chocolate. Ele escalava sacadas, escalava tudo, faz qualquer coisa por ela, oh Danny. Você entrou na minha vida tão rápido e eu gostei. Mas Danny você disse, você prometeu. Você observou o céu, aquele chamado Sirius ou Estrela-cachorro, mas aqui na Terra. Quanto eu amo esse murmurio nas minhas orelhas. Uma vez que existir uma coisa para amar e não pode ser você. Danny meu pequeno travesso. Candy desapareceu. É um mundo sujo Reich, diga o que quiser dizer ...

*Candy*



I don't wanna cry, tonight
You can make me feel so fine
I just wanna try, one more time
Cause I love you...
I fall in love, loving you
I'm falling down, for loving you
I fall... in love'ing you
You fall... apart away from me.
(Por Aneshka)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Miss you love...


"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade,
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."

(Pablo Neruda)

sábado, 22 de agosto de 2009

Por uma vida inteira...


E de onde vem o olhar?
De tanta paz...
Que diz o que não sabe dizer...
Que expressa o que não consegue entender...
Por entre acordes e tristezas
Segredos revelados
A pele alva de uma dama
Sonhos febris têm te provocado
Violões e cintas-ligas
Beijos cálidos nas despedidas.

*Por Aneshka*

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cada vez mais perto...


Interrompendo as Buscas

ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.

Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca.

Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?

Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.
(Martha Medeiros)


E a tua busca, quando chegará ao fim?
Apreciarias o silêncio ao meu lado?
E a minha confiança de cristal em tuas mãos com sangue mancharia?
É o fim da inocência. É a magia... de quando tudo começou e de quando se quebrou.
E talvez seja todo essa caos, que faz tudo ser tão dolorosamente belo.
(por Aneshka)