sexta-feira, 2 de julho de 2010

Teu Pecado




Queria me mutilar
Cortar em mil pedaços
E te dar a carne
Que de nada serve
Que a minha dor de nada serve
Que meu amor de nada serve
Que as lágrimas que não consigo chorar de nada adiantariam
Incompreendida
Lost in the darkness
Olhos tristes
A mente perturbada
O corpo em decomposição
A repulsa
O asco, por tudo que condeno vulgar e inútil
E tudo se repete
E ninguém é diferente de ninguém
Talvez foder seja o único propósito
Solidão mais que necessária
Te odeio
Porque amor eu não sei o que é
Nada faz sentido
Autodestruição
Nada existe
Nada perpetua
Incompreendida
Perdida em devaneios
Solidão necessária
Solidão forçada
Quero tudo e nada

(Por Aneshka)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Hope




se você falar, deixe-me ser sua voz
se você respirar, deixe-me ser sua vida
se você chorar, deixe-me ser sua lágrima
se você morrer, deixe-me ser suas cinzas

se você odiar, deixe-me ser sua faca
se você sangrar, deixe-me ser sua cicatriz

você é o silêncio, mas eu posso ouvi-lo
você é o seco, mas eu posso drená-lo
você é o ar, mas eu posso o senti-lo
você foi embora, mas eu ainda te amo

se você dormir, deixe-me ser seu sonho
se você amar, deixe-me ser sua semente
se você rezar, deixe-me ser seu deus
se você cair, deixe-me ser sua asa

você é o silêncio, mas eu posso ouvi-lo
você é o seco, mas eu posso drená-lo
você é o ar, mas eu posso o senti-lo
você foi embora, mas eu ainda te amo

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Alinne



Anjo de vestes negras e olhos lânguidos
Linda como a noite
Intensa como as paixões
Nefasto é teu silêncio
Nela eu vi a amizade de toda a
Eternidade

(Por Aneshka)

domingo, 6 de junho de 2010

Der Andere




O Outro

"Às vezes, ele se perguntava o que era pior: o fato de a pessoa amada ser outra com outro ou exatamente aquela com quem se partilha uma intimidade. Ou então as duas situações eram igualmente ruins? Pelo fato de que, de uma maneira ou de outra, alguma coisa é roubada - algo que nos pertence ou algo que nos deveria pertencer?"

(Bernhard Schlink)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Thy



Na noite em que o céu estava em chamas
Surgem promessas e ilusões de corações cinzentos
Espinhos e jogos para disfarçar
O que não se pode mais calar
O sufocante desejo
Embora queiramos o desapego

Lábios trêmulos
Dedos dormentes
Almas carentes

Rosas vermelhas não são merecidas
As cicatrizes do passado se encontraram

(Por Aneshka)

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?




Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.

Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.

Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.

(Reiner Maria Rilke)

Balloon Girl



Somewhere
So far away
She heard
A little voice say
There’s no reason
To laugh or to sing
There’s no reason
For anything

You have everything
You could ever want
You have everything that you need
They adore you
They will follow you
They will happily bow at your feet
You will bathe in the light
That they cast in the night
For you are the Carnivale

Inside her kaleidoscope heart
She feels so broken apart
When will she know
When she’s ready to fly
Invisible mother
With tears in her eyes

She is drifting away
Too high, cold and afraid
She doesn’t know if she can go home
Just follow the stars
Wherever you roam